Antonio Candido (sociólogo e crítico literário) afirma que a literatura tem de ser vista como um direito básico do ser humano.
"... é revoltante o preconceito segundo o qual as minorias que podem
participar das formas requintadas de cultura são sempre capazes de
apreciá-las – o que não é verdade. As classes dominantes são
freqüentemente desprovidas da percepção e interesse real pela arte e a
literatura ao seu dispor, e muitos dos seus segmentos as fruem por mero
esnobismo, porque este ou aquele autor está na moda, porque dá prestígio
gostar deste ou daquele pintor. Os exemplos que vimos há pouco sobre a
sofreguidão comovente com que os pobres e mesmo analfabetos recebem os
bens culturais mais altos mostram que o que há mesmo é espoliação,
privação de bens espirituais que fazem falta e deveriam estar ao alcance
como um direito.
Portanto, a luta pelos direitos humanos abrange a
luta por um estado de coisas em que todos possam ter acesso aos
diferentes níveis de cultura. A distinção entre cultura popular e
cultura erudita não deve servir para justificar e manter uma separação
iníqua, como se do ponto de vista cultural a sociedade fosse dividida em
esferas incomunicáveis, dando lugar a dois tipos incomunicáveis de
fruidores. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos
humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e
em todos os níveis é um direito inalienável".
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Uma das poucas no Brasil que é fonte
primária e gratuita de textos literários em versão integral. Trata-se de
obras do Brasil e de Portugal, a partir das melhores edições
disponíveis.
Prefeitura de Montevidéu, no Uruguai, distribuiu 10 mil cestas
básicas para auxiliar famílias em meio à crise causada pela pandemia do
novo coronavírus. Além de itens básicos de alimentação e higiene, quatro
mil cestas incluíam algo que chamou a atenção: um livro.
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Morreu no início da tarde no Rio de Janeiro um dos maiores escritores do Brasil, Rubem Fonseca.
A menos de um mês de completar 95 anos, Fonseca sofreu um infarto
hoje, perto da hora do almoço, em seu apartamento, no Leblon. Foi levado
imediatamente ao hospital Samaritano, onde morreu.
De acordo com um parente próximo, "ele não sofreu nada. Simplesmente,
apagou como um passarinho". Sua filha, a escritora e roteirista Bia
Corrêa do Lago, o levou para o hospital, mas os médicos não conseguiram
reanimá-lo.
Talvez o maior contista brasileiro da segunda metade do século XX,
Rubem Fonseca é autor, entre outros, de "Feliz ano novo" (1976), "A
coleira do cão" (1963), "O cobrador" (1979).
Apesar da idade, Rubem Fonseca continuava a produzir em um ritmo
raro. Somente nos últimos dez anos, lançou cinco livros: um romance
("José", de 2011) e quatro de contos ("Axilas e outras histórias
indecorosas", "Amálgama", "Histórias curtas", "Calibre" e o derradeiro,
"Carne crua", que chegou às livrarias há dois anos).
Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/
O uso de máscaras nas ruas de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, será obrigatório a
partir da próxima quarta-feira (22). O anúncio foi feito pelo prefeito da cidade, Vittorio Medioli, nas
redes sociais nesta terça-feira (14). Segundo ele, um novo decreto será publicado no Órgão Oficial do
município estabelecendo a medida.
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