segunda-feira, 20 de abril de 2020

O direito à literatura – Antonio Candido

Antonio Candido (sociólogo e crítico literário) afirma que a literatura tem de ser vista como um direito básico do ser humano.

"... é revoltante o preconceito segundo o qual as minorias que podem participar das formas requintadas de cultura são sempre capazes de apreciá-las – o que não é verdade. As classes dominantes são freqüentemente desprovidas da percepção e interesse real pela arte e a literatura ao seu dispor, e muitos dos seus segmentos as fruem por mero esnobismo, porque este ou aquele autor está na moda, porque dá prestígio gostar deste ou daquele pintor. Os exemplos que vimos há pouco sobre a sofreguidão comovente com que os pobres e mesmo analfabetos recebem os bens culturais mais altos mostram que o que há mesmo é espoliação, privação de bens espirituais que fazem falta e deveriam estar ao alcance como um direito.

Portanto, a luta pelos direitos humanos abrange a luta por um estado de coisas em que todos possam ter acesso aos diferentes níveis de cultura. A distinção entre cultura popular e cultura erudita não deve servir para justificar e manter uma separação iníqua, como se do ponto de vista cultural a sociedade fosse dividida em esferas incomunicáveis, dando lugar a dois tipos incomunicáveis de fruidores. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável".





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sábado, 18 de abril de 2020

Biblioteca Digital da Literatura Maranhense

Uma das poucas no Brasil que é fonte primária e gratuita de textos literários em versão integral. Trata-se de obras do Brasil e de Portugal, a partir das melhores edições disponíveis.

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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Montevidéu inclui livros em cestas básicas em meio à pandemia do coronavírus





Prefeitura de Montevidéu, no Uruguai, distribuiu 10 mil cestas básicas para auxiliar famílias em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Além de itens básicos de alimentação e higiene, quatro mil cestas incluíam algo que chamou a atenção: um livro.
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Aos 94 anos, morre Rubem Fonseca

Rubem Fonseca: a luta vã por uma árvore no Leblon 

 

Morreu no início da tarde no Rio de Janeiro um dos maiores escritores do Brasil, Rubem Fonseca.
A menos de um mês de completar 95 anos, Fonseca sofreu um infarto hoje, perto da hora do almoço, em seu apartamento, no Leblon. Foi levado imediatamente ao hospital Samaritano, onde morreu.
De acordo com um parente próximo, "ele não sofreu nada. Simplesmente, apagou como um passarinho". Sua filha, a escritora e roteirista Bia Corrêa do Lago, o levou para o hospital, mas os médicos não conseguiram reanimá-lo. 
Talvez o maior contista brasileiro da segunda metade do século XX, Rubem Fonseca é autor, entre outros, de "Feliz ano novo" (1976), "A coleira do cão" (1963), "O cobrador" (1979).
Apesar da idade, Rubem Fonseca continuava a produzir em um ritmo raro. Somente nos últimos dez anos, lançou cinco livros: um romance ("José", de 2011) e quatro de contos ("Axilas e outras histórias indecorosas", "Amálgama", "Histórias curtas", "Calibre" e o derradeiro, "Carne crua", que chegou às livrarias há dois anos).

Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/